Open X: para além do Open Banking

Em 04 de junho de 2019 foi lançado o relatório World Fintech Report, publicado pela Capgemini e Efma. O estudo aponta que a indústria financeira entra em uma nova fase de inovação, denominada “Open X”, apesar de o Open Banking ainda não ter alcançado a maturidade. O relatório destaca também a necessidade de estabelecer uma nova forma mais eficaz de colaboração e de promover um intercâmbio estruturado de dados e serviços entre os diferentes agentes do ecossistema financeiro. Isto na prática implica na criação de um modelo de marketplace integrado.

Alguns aspectos fundamentais que podemos destacar deste movimento para o “Open X”:

  • Mudança do foco em produtos para a ênfase na experiência do cliente.
  • Dados como ativos críticos da organização.
  • Marketplace compatilhado com foco na especialização e colaboração.
  • Ênfase em parcerias para acelerar a inovação, em vez de comprar ou construir novas soluções.

O Open Banking é um movimento considerado transformacional para o setor financeiro, mas este relatório mostra que ele hoje faz parte de um quadro muito maior, e reforça alguns pontos importantes:

  • O papel das APIs ao fornecer acesso controlado, velocidade ao mercado e a segurança necessária para acelerar com este novo modelo de marketplace.
  • Questões como privacidade, segurança e colaboração estão no topo das preocupações quanto ao avanço do Open Banking.
  • Os participantes deste novo ecossistema devem exercer papéis estratégicos, destacando três funções: fornecedores, agregadores e orquestradores.

No link abaixo você tem acesso a mais detalhes deste estudo:

World Fintech Report 2019

Para além do Open Banking?

Apesar de novo, este relatório só reforça alguns movimentos que já são observados pelo mercado. Em um dos meus últimos posts O Banco das Fintechs (27/05/2019) eu já havia apontado alguns motivos para o qual o Open Banking necessitava de uma nova abordagem. Conhecer e estreitar o relacionamento com os seus clientes, criar um modelo de negócio escalável com o DNA de uma verdadeira fintech (quem sabe um novo banco digital ou neobank) e mudar o foco de produtos para a experiência do cliente, devem fazer parte da nova estratégia.

O sucesso de uma iniciativa de Open Banking começa por compreender que a mesma não se trata de uma estratégia de TI, criada apenas para atender demandas regulatórias, mas sim uma estratégia de negócios e centrada no cliente. Sem conhecer o cliente, participar da sua jornada, ou mesmo agregar valor a ele, vai ser muito difícil auferir real valor da estratégia e obter novas fontes de receitas à partir do consumo destes serviços e APIs.

bank4: nova plataforma de serviços financeiros

O bank4 é uma plataforma aberta de serviços financeiros e que foi estruturada em torno dos principais princípios deste novo modelo de inovação batizado de Open X. Recomendo acessar o site do bank4, baixar o whitepaper e conhecer mais em detalhes a plataforma.

Plataforma bank4

Referências externas:

Capgemini, Efma. World Fintech Report 2019. Disponível em: https://www.capgemini.com/news/world-fintech-report-2019/ Acesso em: 22 de junho de 2019

2 thoughts on “Open X: para além do Open Banking

  1. Fernanda R F

    Bom dia! Como funciona o acesso de fintechs às APIs? Basta se registrar como fintech? Solicitar autorização pelo usuário? Estou completamente perdida. A nossa solução precisa de um acesso bem específico que, até então, era permitido somente a bancos cadastrados no PCR. Com o open Banking, e me formalizando como fintech, consigo ter/solicitar acesso? a quem devo pedir? Se você ão tiver todas as repostas, sabe de alguém que possa me ajudar? Muitíssimo obrigada!

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  2. DAVI JOSE DE SOUZA DA SILVA

    Muito bom o site, informativo. Meu nome é Davi Silva, sou professor de Direito no Estado do Pará. Tenho interesse em ficar informado e quem sabe colaborar para que nosso Estado conheça mais da iniciativa open bank.

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